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Risco cirúrgico

Por Dra. Camilla Leal

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Atualizado em

A avaliação de risco cirúrgico é uma consulta frequente na prática clínica e cardiológica antes de determinados procedimentos. Seu objetivo é avaliar as condições de saúde do paciente e estimar aspectos do risco cardiovascular relacionados ao período antes, durante e depois da cirurgia.

Mais do que emitir um documento, essa avaliação reúne informações que podem ajudar no planejamento do procedimento, da anestesia e dos cuidados necessários no período perioperatório.

O que é avaliado durante a consulta?

A avaliação começa pela história clínica. Doenças anteriores, cirurgias já realizadas, sintomas, medicamentos em uso e outras informações relevantes ajudam a compreender o estado de saúde do paciente.

O exame físico complementa essa análise e pode identificar condições que mereçam atenção antes do procedimento.

O tipo de cirurgia também faz parte da avaliação. Características do paciente e do procedimento são consideradas em conjunto para definir quais cuidados podem ser necessários.

Todo paciente precisa dos mesmos exames?

Não. A necessidade de exames complementares depende do contexto clínico e do procedimento que será realizado.

Eletrocardiograma, exames laboratoriais, radiografia e outros exames podem ser avaliados ou solicitados quando houver indicação. A decisão não deve ser baseada apenas em uma lista fixa de exames, mas nas informações que realmente podem contribuir para o planejamento do caso.

Exames que o paciente já possui também podem ser analisados durante a consulta, quando forem pertinentes.

E os medicamentos usados no dia a dia?

A avaliação pré-operatória também é um momento para revisar os medicamentos em uso.

Dependendo do medicamento, da condição clínica e do procedimento, podem existir orientações específicas para o período antes ou depois da cirurgia. Essas decisões devem ser individualizadas e alinhadas com as equipes envolvidas no cuidado.

Por isso, não é recomendado suspender ou modificar medicamentos por conta própria antes de uma cirurgia.

Por que essa avaliação é importante?

O período perioperatório envolve mudanças no organismo e exige planejamento. Identificar previamente condições clínicas relevantes permite que a equipe avalie medidas que podem contribuir para reduzir riscos e organizar o cuidado.

A avaliação de risco cirúrgico não elimina todo risco associado a uma cirurgia e não funciona como uma garantia de ausência de complicações. Seu papel é contribuir para uma tomada de decisão mais informada e para o planejamento dos cuidados necessários.

A avaliação faz parte de um cuidado integrado

Cirurgião, anestesista, médico clínico e cardiologista podem participar de diferentes etapas desse processo, conforme as características de cada caso.

Quando existe indicação de avaliação clínica ou cardiológica pré-operatória, realizar essa consulta com antecedência permite reunir informações, revisar exames e medicamentos e esclarecer orientações antes do procedimento.

Se você vai realizar uma cirurgia e recebeu orientação para avaliação pré-operatória, procure o profissional responsável com os documentos, exames e a relação das medicações que utiliza para que a análise seja feita de forma individualizada.

Referências

  1. Diretriz de Avaliação Cardiovascular Perioperatória da Sociedade Brasileira de Cardiologia — 2024. DOI 10.36660/abc.20240590. Acessar fonte

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